sexta-feira, 22 de novembro de 2013

CONTO – UM ANJO DE GUARDA


Tony, um policial civil, para aumentar sua renda familiar, fazia um trabalho extra para a empresa Eletropaulo na região de parelheiros.

Uma noite, estando dentro do seu carro em campana, fazendo o seu trabalho, ouviu gritos de pavor, que vinham em sua direção e observou uma mulher que corria desesperada e ferida com uma criança em seu colo, em seguida, viu um homem, que com uma faca na mão, corria atrás dela. Sem pensar em si mesmo, ligou o carro e foi atrás do homem, desceu do carro e o fez parar com um golpe que mobilizou o homem; tirou a faca de sua mão e o algemou. Em seguida o levou para delegacia.

A mulher que fora livrada da morte ficou muito agradecida.

Dias depois, a mulher que fora livrada da morte, compareceu a delegacia e fez uma carta de agradecimento ao policial Tony, que dizia já ter visto a morte chegar e o policial, apareceu como um anjo e a livrou da morte.



MIRIAM BATISTA LEITE

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Transcrição da fala à escrita (Corrigida)


Entrevistador:
- Cione, conte-me um pouco sobre sua vinda para São Paulo. Quando você chegou, há quanto tempo você está aqui, fale-me um pouquinho da sua família.
Entrevistada:

- Meu nome é Cione, eu tenho três filhas. Quando eu vim para cá eu tinha somente duas, uma que é a de onze anos, e a outra que é um bebê. Agora tenho mais uma, são três: tenho uma de dezessete, uma de onze e uma de um ano e dois meses e também meu esposo.

Viemos para cá porque lá na minha terra é muito difícil conseguir um trabalho, então viemos para cá fazer uma... Ter uma vida melhor, arrumar um trabalho, criar nossa filha, então hoje nós temos um trabalho. Eu e meu esposo trabalhamos. Temos nossa filha que está terminando o colégio. Viemos aqui no intuito de arrumar um serviço, uma vida melhor, não é? E nós estamos lutando por uma vida melhor.

Trabalho aqui no escritório de arquitetura sou copeira. Gosto do que faço, às vezes é difícil trabalhar aqui, às vezes é difícil de vir pra cá, não é?! Aqui é muito corrido, não é como lá no Norte que é cidade pequena, todo mundo conhece todo mundo, aqui não, aqui o movimento de São Paulo é grande, é corrido, ônibus lotado, mas nós estamos aqui.  Eu e minha filha esse ano vamos ver minha mãe, vou pro Norte, vou viajar, vou levar meu bebe para ela ver, e é isso...

Entrevistador:
- Fale um pouco das suas colegas de trabalho.

Entrevistada:
-Ah tá. Aqui no meu trabalho existem muitas pessoas legais, mas também tem muita gente que é chata, que são umas pirangueiras. 

Tem a Silvia que trabalha comigo, ela é muito boa, ela é uma pirangueira. Veio lá da terra, ela é baiana. Quando ela roda a baiana também aqui, sai de perto viu, porque ela é uma baiana sangue nas veias, às vezes nem eu suporto! Às vezes ela é uma treva também, mas nós brigamos, mas nos entendemos, né Silvia?

Bastidores/ Silvia:
- É bem isso.

Entrevistador:

- Ok Cione, muito obrigada.

Transcrição da fala à escrita


Entrevistador:

- Cione, me conte um pouco de sua vinda para São Paulo, quando você chegou, quanto tempo você está aqui, me fala um pouquinho da sua família.
Entrevistada:

- Então... Meu nome é Cione, eu tenho três filhas quando eu vim para cá eu só tinha duas que é a minha de onze anos aquela bebê, agora eu tenho mais uma, então eu tenho três, tenho uma de dezessete, uma de onze e uma de um ano e dois meses e meu esposo. A gente veio pra cá porque lá na minha terra é muito ruim trabalho, então a gente veio pra cá fazer uma... É ter uma vida melhor, arrumar um trabalho, criar nossa filha, então hoje a gente tem um trabalho, eu trabalho, meu esposo, tem minha filha que tá terminano a mais velha, então a gente veio aqui no intuito de arruma um serviço, uma vida melhor, né? E a gente tamo lutano para uma vida melhor, eu trabalho aqui no escritório de arquitetura, sou copeira, eu gosto do que faço, às vezes é difícil eu trabalhar aqui, eu gosto, às vezes é difícil de vir pra cá, não é?! Aqui é muito corrido, não é qui nem lá no Norte que é cidade pequena, todo mundo conhece todo mundo, aqui não, aqui o movimento de São Paulo é grande, é corrido, ônibus lotado, mais a gente tamos, mais a gente tamos aqui eu e minha filha esse ano eu vou ver minha mãe, vou pro Norte, vou viajar, vou ver minha mãe, vou levar minha bebe para ela vê, e é isso...

Entrevistador:

- Fala um pouco das suas colegas de trabalho.

Entrevistada:

-Ah tá, aqui no meu trabalho tem muitas pessoas legal, mas também tem muita gente que é chata, que é, que é umas pirangueras. Tem a Silvia que trabalha comigo, é muito boa, ela é uma piranguera, ela veio lá da terra, ela é baiana. Quando ela roda a baiana também aqui fio, sai de perto viu, porque ela é uma baiana sangue nas veia, as vezes nem eu suporto ela que as vezes ela é uma treva também, mas a gente briga, mas a gente sempre se entende, né Silvia?

Bastidores/ Silvia:

- É bem isso.

Entrevistador:


- Ok Cione, muito obrigada.

Crônica

Encontros e desencontros...

Todos os dias ela faz o mesmo caminho até o trabalho. Ônibus, metrô, mais uns 10 minutos caminhando, tempo suficiente para reparar em muitas coisas: pessoas, cenas, imagens, prédios, até as calçadas esburacadas ela consegue perceber enquanto o ônibus briga para conseguir seu espaço.
Um dia nunca é igual ao outro, apesar do mesmo caminho, das mesmas pessoas, na mesma fila do ônibus, ou na mesma porta de embarque do metrô.
Ela presta atenção na senhora oriental que todos os dias está religiosamente no mesmo horário e na mesma porta. Com o tempo ela foi percebendo que até o locar de espera da senhora era o mesmo.
Como todos os dias, embarcou no metrô Jabaquara com destino à estação Belém do metrô, passou a vista na plataforma e entrou no vagão mais vazio que achou. Lá ela pensa na faculdade, nos problemas da vida, e quanta gente tem em São Paulo!
Certo dia ela percebe na estação Saúde um rapaz moreno que a fez pensar – Que saúde! Passou a observá-lo de longe, discretamente. Rapaz moreno, alto, simpático, e com um sorriso que a fez querer que o dia seguinte chegasse logo para vê-lo novamente.
Os dias foram passando até que certa vez houve uma pane no Metrô e todos foram convidados, gentilmente, pelo rapaz da cabine, a se retirarem da composição. Ela pensou – É agora! Caminharmos como que um ao encontro do outro e ele puxou aquele assunto mais bobo possível – É, temos que sair né? Claro que sim, o condutor já havia pedido, dou a isso o nome de Caçassão de assunto.
Tímida, mas feliz pela atitude, ela respondeu que sim e a conversa rendeu. Rendeu mais de dois anos, que passaram tão rápido... Trocaram olhares, beijos, abraços e momentos bons. Tudo inusitado, começando com olhadelas no Metrô.
Do jeito que começou acabou! Não se encontraram mais nos vagões nem nas plataformas. Não souberam mais um do outro. Apesar de bom, ela estava bem, pois não eram namorados, não existiram rótulos, somente sentimentos.

Há alguns anos se encontraram e ele a olhou da com aquele olho pidão, mas ela hoje é mãe de família, casada com um moreno que trocou olhares, mas dessa vez na Igreja!

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Carta da Lara à Miriam



São Paulo, 12 de setembro de 2013

Miriam querida,

Estou muito contente com a sua chegada em nossa sala. Seja muito bem vinda!
Muito bom saber que lhe causei boa impressão. Eu gosto muito de fazer novas amizades, de ampliar o ciclo de amigos, sempre os agregando.
Espero que você também esteja inserida nesse ciclo de amigos queridos e perene.
Olha, se você gosta de poesias, acesse o meu blog Um Dia Poesia. Segue o endereço: umdiapoesia.blogspot.com.

Um abraço,

Lara

Resposta à carta da Lara



São Paulo, 12 de setembro de 2013

Querida Lara,

Espero que ao chegar esta carta em suas mãos, te encontre bem de saúde.
Sabe, quando cheguei à sala de aula e vi sentada na mesa do professor, tive uma boa impressão de você. A vi como uma pessoa dedicada e esforçada.
Ao observar o que estava fazendo, percebi que tem uma bela letra.
Quando você falou que não era a professora, não fiquei decepcionada, continuei te achando uma boa pessoa. Espero ter causado a você também, uma boa impressão.
Bem, vou terminar por aqui, esperando ser sua amiga de faculdade.

Um grande abraço,


Mirian Batista Leite

Depoimento da Miriam

Nasci numa família grande, sendo oito mulheres e um homem. Família pobre, mas unida. Fazíamos sempre as refeições juntos. Sendo a última filha, não tive problemas de aprendizados, todos queriam contribuir de alguma forma, principalmente para me corrigir. Quando o assunto é de meu interesse, falo até cansar. Gosto de falar em público, mas ainda tremo as mãos, as pernas e a boca seca. Procuro falar de forma clara e simples para todos entenderem. Sempre que possível exemplifico o assunto para facilitar o entendimento.
Quanto à escrita, me lembro da época escolar quando nos juntávamos num grupo de cinco meninas e trocávamos as letras das músicas (samba era a nossa preferência), para ficarem engraçadas e creio que assim me interessei à aprender um pouco mais sobre a língua portuguesa.


Miriam Batista Leite