segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Carta da Andréia para Nike





São Paulo, 30 de Agosto de 2013

Querido Nike,

Primeiramente, gostaria de dizer que adorei sua cartinha e de ter recebido de suas mãos. As palavras escritas em sua carta foram muito importantes e tocou profundamente me coração. Concordo que por falta de tempo, muitas vezes deixamos de nos conhecermos mais e que os melhores momentos de nossa vida acadêmica não são aproveitados, também concordo com você que temos qualidades parecidas.

Ao comentar sobre a imagem negativa a seu respeito, fique tranquilo, pois a imagem que tenho é muito positiva. Sei que tens suas opiniões, assim como todos também têm, mas diferente dos demais você tem coragem de expressá-las. Por esta característica que te admiro muito e neste aspecto desejaria ser mais parecida contigo.

Nike, desejo que realize todos os seus sonhos de vida e que conquiste seu espaço, sendo a mesma pessoa: sincero e amigo. Termino por aqui, oferecendo um grande ABRAÇO e muitas felicidades em sua jornada.

Andréia Ladi Vieira

Carta do Javier para Nike




São Paulo, 27 de Agosto de 2013

Amigo Nike,

Escrevo essa carta para te contar um fato engraçado, claro que depende do modo em que enxergaremos a situação. Toda Manhã, eu vou ao meu trabalho de ônibus, em um dos ônibus sempre tem aquele mesmo pessoal de todos os dias. Imagina há seis anos indo trabalhar no mesmo lugar, no mesmo ônibus e com o mesmo motorista, você já conhece todos eles.

Há um senhor, suponho que a origem dele, ou melhor, sua nacionalidade seja coreana, sobe na condução com cheiro muito forte de alho, (não sei se você sabe, mas o ácido que contém o mesmo é eliminado pelos nossos polos. 

E até onde eu sei a culinária coreana, chinesa e japonesa, o alho é muito utilizado.) cada vez que vejo este homem se aproximando até o local onde estou sentado saio correndo, já que o cheiro é extremante forte, causando até ânsia. Há quinze dias quando ele sentou ao meu lado, amigo, sem comentários... 

Claro que devemos compreender que ele é de uma cultura diferente, mas o cheiro não dá. Bom, por enquanto não tenho mais nada para te contar, espero que ao respeito desse assunto não tenha mais o que acrescentar, nem hoje e nem nunca mais.

Um forte abraço,

Javier

Carta da Márcia para Míriam



São Paulo, 04 de setembro de 2013

Cara colega Miriam,

Bem-vinda!

Nossa sala é dinâmica, pode acreditar, você encontrará pessoas boas aqui. Ainda é muito cedo para dizer que frutos serão colhidos, mas com certeza já começamos a semeá-los.

Nossa língua é rica e letras é uma forma de conhecermos nossas raízes.

Seja perseverante, estude, não desanime diante das dificuldades.

Saiba que você pode contar comigo e também com o grupo. Todo começo é complicado, tudo que é novo assusta, mas tenho certeza que o novo traz consigo mudanças de paradigmas.

Não sei sua história, ainda não te conheço, mas temos em comum a dedicação à língua e por isso torço por você.

Que sua estadia na nossa sala dê resultados satisfatórios e você persevere

Mais uma vez, seja bem vinda.

Márcia

Carta do Ivanildo para Márcia



Márcia de Almeida,

Uma moça de boas qualidades observadora e de postura. Embora não tenha amizade que queria te-la, com mais liberdade e aproximação. Márcia desejo que vá até o fim do seu curso na faculdade. Também é o meu objetivo, creio eu que o seu também. 

Nossos cumprimentos formais continuam em sala, não vejo orgulho e arrogância em você, e sim um perfil diferente das pessoas que conheço aqui, 

Não sei muito sobre você, a pouca observação que fiz vi algo diferente, continue assim porque a sua caminhada é longa! 

Quem tem boas qualidades são pessoas que respeitam, são educadas, exigem das outras respeito e igualdade, pessoas diferentes. Você tem discernimento, é estilosa e simpática com esse seu jeito de ser siga em frente.

Tchau amiga,

Ivanildo

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Depoimento do Nike

As palavras têm o poder de transformar vidas, logo bem expressas são capazes de mudar pensamentos, amadurecer ideias confortar pessoas ou destruí-las. No campo das palavras temos as modalidades da fala e da escrita, dois segmentos alinhados em prol da satisfação em direcionar uma informação exata a um público específico.
Em contrapartida, o usuário de uma língua usa a fala de modo livre, espontâneo, sem se preocupar com a sequência discursiva, pois seu objetivo é que a mensagem seja alcançada ao receptor. Por outro lado, a escrita foca especificamente no “Falar correto” que usa como base a norma culta, por meio da gramática normativa.
O ato de escrever é uma prática que considero mágica, eficaz para qualquer momento. A escrita tem grande importância na minha vida, sempre gostei de escrever, só que sentia que faltava algo e hoje vejo que eram apenas as técnicas e a prática.
Não preciso participar do corpo docente de uma instituição para saber escrever corretamente, mas onde estudar a língua portuguesa a nível superior senão em um curso de Letras?  Espero que essa formação me auxilie na boa prática da escrita, aprimorando minhas técnicas e com isso eu possa amadurecer minhas habilidades e competências para redigir gêneros textuais de acordo com a proposta de escrita.
No ensino fundamental e médio deparei-me com diversos professores e educadores que conseguiram me sensibilizar para o prazer de escrever, principalmente quando se tratava de poemas. Após esse ciclo de letramento e aprendizagem procuro atualizar-me referente às mudanças da escrita e ter um bom procedimento enquanto sua prática, pois conhecimento nunca é demais.

Nike Kenon dos Santos

Depoimento da Noêmia

Minha relação com a "escrita" sempre foi algo muito íntimo e pessoal.
Aprendi a ler e fazer meus primeiros rabiscos com meu padrinho antes de ir para a escola e acho que isso me fez dar um valor diferente para o que mais tarde se tornaria um hábito, um refúgio.
Por ser mais introspectiva, sempre usei a escrita para me comunicar comigo mesma muito mais do que para interagir com as outras pessoas.
É difícil verbalizar. É complicado "falar" algumas coisas. 
Dependendo da situação e do momento, prefiro mesmo ficar calada. 
Mas aos poucos fui descobrindo que para mim, era mais fácil colocar no papel minhas iras, angústias, saudades, desilusões, alegrias...
Não. Eu não sei escrever, estou aprendendo! Exige prática.
E não tenho praticado muito. Não me tornei uma escritora, nem desejei ser...
O que sempre fiz, mesmo sem saber, foi colocar minhas "falas mudas" nas coisas que escrevia.
O fato de gostar de ler, me ajudou muito nesse processo de desabafos.
Mas acho difícil escrever. Acho difícil começar a escrita! Como em uma confissão, fico tensa para escrever até mesmo as coisas que sei que rasgarei em seguida.
Preocupações me bloqueiam, a obrigação (ter que escrever) me trava e diante do computador, fico muito, muito muda! 
Escrever. E não digitar, traz uma sensação de liberdade...
Por instinto, impulso e sem saber usar direito as regras gramaticais, uso papel e caneta pra desfazer meus conflitos e desenhar meus caminhos.
E a qual gênero isso pertence?
Eu não sei. Espero descobrir. Só posso afirmar, usando palavras da aula da Professora Adriana S. Vieira, que: "...a Literatura nos ajuda a viver..."

Noêmia Bernardo de Figueiredo